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27/11/2017 - 18h26m

Instituto de Identificação emite carteira de identidade para alagoana de 112

Totalmente lúcida, mulher é uma das idosas mais antigas a receber uma segunda via do RG

Instituto de Identificação emite carteira de identidade para alagoana de 112

Os papiloscopista Marcelo Casado e Rogério Castro foram pessoalmente entregar a RG para D. Sebastiana.

Texto Aarão José

 

Fazer 100 anos de idade não é para qualquer um, lúcida então, nem se fala. Dona Sebastiana Maria da Conceição ultrapassou um século de vida, e esta a caminho de completar os 113 anos ao lado de seus familiares. Ao fazer o que seria mais um processo de identificação, o papiloscopista Marcelo Casado do Instituto de Identificação da Perícia Oficial do Estado de Alagoas se deu conta, admirado, de como a vida nos causa surpresa.  

 

“Minha nossa! Ela tem 112 anos! Incrível! Por mais que a ciência médica explique a longevidade, é surpreendente, nos dias estressantes de hoje, encontrar pessoas com tanta história de vida”, admirou-se Casado ao entregar na manhã de hoje, 27, a segunda via da carteira de identidade à dona Sebastiana, alagoana, nascida em 1905 no município de Satuba, mas que reside atualmente em Maceió.

 Dona Sebastiana 112 anosEm 1940 a população brasileira acima de 60 anos equivalia a 4% do total, em 2013 esse percentual aumentou para 12%, e espera-se para o ano de 2040 o dobro, ou seja, 24%.  Estudos científicos afirma que a genética é responsável por 30% dessa longevidade humana, e os outros 70% são decorrentes dos hábitos pessoais, junto com os novos tratamentos e medicamentos criados pela biomedicina.

 

Responsável pela identificação de Dona Sebastiana, o papiloscopista Marcelo Casado, lembra que a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que mais importante do que aumentar os anos de vida das pessoas é dar vida aos anos vividos. Para ele, atingir ou ultrapassar a marca dos 100 anos é um processo não só de envelhecimento do corpo, mas, também de vencer a resistência aos altos e baixos da vida, e caminhar com a história.

 

“Por isso, a papiloscopia é vista como a mais humana das perícias, pois, trata fundamentalmente da identificação de pessoas. É esse olhar social e filosófico em nossa profissão que nos torna o que somos,” definiu o especialista.

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