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01/11/2018 - 13h35m

Peritos criminais de Alagoas relatam primeiro caso de padrão tri-alélico por análise forense no Estado

Descoberta influenciará estudos para novos métodos de genotipagem para testes de DNA forenses.

Peritos criminais de Alagoas relatam primeiro caso de padrão tri-alélico por análise forense no Estado

Descoberta dos peritos criminais alagoanos foi publicada na revista Forensic Science and Criminology. Foto: Aarão José

Texto: Aarão José

 

Peritos criminais do Laboratório de Genética Forense da Perícia Oficial de Alagoas realizaram um achado genético raro de padrão tri-alélico por análise forense. O relato, primeiro do Estado de Alagoas, foi feito durante uma análise de amostras oriundas de um local de homicídio. 

 

A importante descoberta dos peritos criminais alagoanos foi publicada na revista Forensic Science and Criminology. Conceituada internacionalmente, a publicação reúne artigos de todo o mundo, no campo da inovação em pesquisa forense, análise de evidências e investigação criminal.

 

Os peritos criminais Marek HF Ekert, Marina Mazanek, Carmelia Miranda e Rosana Coutinho, responsáveis pelo exame, além do estagiário Alessandro Lucas Santos, explicaram que o DNA humano é formado pela troca de cromossomos do pai e da mãe, ou seja, um alelo de cada. Neste caso especifico, o exame detectou um alelo a mais, indicando a presença do padrão tri-alélico do tipo 2, uma alteração de herança genética do indivíduo.

 

“A amostra de referência do referido caso foi submetida à extração de DNA. Esse material foi quantificado, amplificado e genotipado. A partir do estudo dos polimorfismos do DNA nuclear de cromossomos autossômicos foi possível determinar o perfil genético autossômico completo, e neste caso muito raro, um padrão de três picos em um único locus”, afirmaram os peritos criminais.

 

De acordo com os peritos, esse achado pode servir de base para o início de um estudo referente à caracterização genética da população de Alagoas e outras populações da região nordeste, a fim de conhecer a possível subestrutura da população, podendo no futuro, ser utilizado como marcador de identificação humana.

 

“O padrão tri-alélico pode ter várias causas, tais como quimerismo ou mutações cromossômicas. E como ele pode ser propagado para sua linhagem, o seu descobrimento permite ao mundo cientifico ampliar seus estudos na área de DNA forense”, relataram os peritos.

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