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14/12/2018 - 17h50m

Equipe multiprofissional do IML de Maceió recebe instrução sobre Rede de Atenção à Vítima de Violência Sexual

Órgão deverá adotar ficha de notificação individual do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde

Equipe multiprofissional do IML de Maceió recebe instrução sobre Rede de Atenção à Vítima de Violência Sexual

Treinamento foi direcionado à equipe multiprofissional do IML. Fotos: Aarão José

Texto de Aarão José

 

Servidores do Instituto de Medicina Legal Estácio de Lima (IML), em Maceió, participaram na manhã desta sexta-feira (14), de um processo de sensibilização sobre a Rede de Atenção à Vítima de Violência Sexual. No treinamento realizado no auditório do IML, os profissionais do órgão conheceram os processos de trabalho em relação ao seu papel no atendimento às vítimas.

 

O treinamento foi direcionado à equipe multiprofissional do IML, formada por peritos médicos legistas, psicólogos, assistente social e recepcionistas do setor de Exames em Vivos. As mediadoras da sensibilização foram Rita Murta, gerente de Vigilância e Controle de Doenças Não Transmissíveis da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e Rozali Costa, coordenadora da Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da Secretaria de Saúde de Maceió (SMS).

 

As mediadoras falaram sobre a contextualização da violência sexual no Brasil e em Alagoas, expondo dados estatísticos, perfis das vítimas e o funcionamento da Rede de Atenção à Vítima de Violência Sexual. A instrução discutiu, ainda, os processos de trabalho da rede e a importância da notificação.

 

O Chefe Especial do IML, perito médico legista Fernando Marcelo, que também participou do evento, explicou que a sensibilização serviu para mostrar aos profissionais do órgão o objetivo da rede, que é composta por órgãos de saúde, segurança pública, assistência social, Justiça e entidades da sociedade civil, como também conhecer o fluxo de atendimento e o papel do IML na rede.

 

“O IML é órgão responsável por atender e realizar o exame de conjunção carnal para confirmar ou não a violência sexual. Ou seja, temos o importante papel de identificar as lesões e coletar vestígios de comprovação do abuso sexual. Provas técnicas que serão utilizadas no inquérito policial para acusar criminalmente o suspeito, ou até mesmo inocentá-lo”, explicou Fernando Marcelo.

 

Além do exame de conjunção carnal, o IML agora deverá adotar o preenchimento de uma ficha de notificação individual do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), uma importante ferramenta na vigilância de casos de crimes de violência sexual criada pelo Ministério da Saúde.

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