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14/03/2019 - 16h15m

Laudo pericial do IC apontou substancia causadora da morte de jovem envenenado

Produto inseticida quando em contato com o ser humano pode levar a morte

Laudo pericial do IC apontou substancia causadora da morte de jovem envenenado

Peritos criminais Thalmanny Fernandes Goulart e Ken Ichi Namba, do Núcleo de Toxicologia do laboratório, durante realização do exame no estado de Pernambuco. Foto: Cortesia.

Texto: Aarão José

 

Peritos Criminais do Laboratório Forense do Instituto de Criminalística de Alagoas confirmaram na manhã de hoje (14) o nome da substancia que levou a morte o jovem Rafael José Calheiros dos Santos, de 21 anos. O exame toxicológico deu positivo para Terbufós, substancia química que mata por sufocamento.

 

De acordo com os peritos criminais Thalmanny Fernandes Goulart e Ken Ichi Namba, do Núcleo de Toxicologia do laboratório, responsáveis pelo exame, o laudo foi concluído e entregue no dia 11 de dezembro do ano passado. Mas, o resultado foi mantido em sigilo para não atrapalhar as investigações. 

 

Os peritos analisaram uma coqueteleira, um refil de chocolate, um saco plástico contendo uma substância branca e amostras biológicas do fígado e rim do Rafael, que foram coletados após sua morte. Na coqueteleira e no refil de chocolate foi encontrada uma substância química identificada como Terbufós, que é inseticida usado na agricultura e que em contato com o organismo humano é capaz de provocar a morte.

 

“Devido ao tempo que a vítima fatal passou internado e todos os procedimentos adotados pela equipe médica para tentar salvar a sua vida, possivelmente a substância terbufós foi devidamente eliminada do seu organismo, restando apenas os efeitos da interação do produto no corpo da vítima”, explicou o perito criminal Thalmanny Fernandes Goulart. 

 

Segundo a polícia civil, os laudos periciais foram essenciais para o indiciamento da principal suspeita do crime, a namorada da vítima Steffany Rayanne dos Santos Vieira, de 21 anos. A investigação feita pela Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoas (DHPP) concluiu o inquérito e solicitou a prisão preventiva que foi decretada pela 5ª Vara Criminal de Maceió.

 

Rafael Calheiros foi internado em estado grave em novembro do ano passado, após ingerir uma bebida envenenada. Apesar de todos os esforços médicos ele acabou morrendo 8 dias após dá entrada Hospital Geral do Estado (HGE). 

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