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13/07/2021 - 16h12m

Caso Ingrid Raíssa: Atuação integrada garante elucidação de mais um crime em Alagoas

Adolescente desapareceu no dia 20 de junho e corpo foi encontrado dois dias depois em matagal 

Caso Ingrid Raíssa: Atuação integrada garante elucidação de mais um crime em Alagoas

Foto cortesia

Texto de Vanessa Siqueira

 

O trabalho conjunto exercido pelas forças de segurança de Alagoas conseguiu elucidar a morte da adolescente Ingrid Raíssa, ocorrido no último dia 20 de junho no município de Rio Largo. Um adolescente de 17 anos foi apreendido e confessou ser o autor do crime.

 

A menina desapareceu no dia 20 de junho e seu corpo foi encontrado no dia 22 às margens da BR-104, entre os municípios de Rio Largo e Messias, em um local de difícil acesso. O trabalho das polícias alagoanas e da Perícia Oficial teve início imediato e foi decisivo para a elucidação do caso, o que demonstra a importância do trabalho integrado em um caso desta natureza.

 

Assim que o corpo foi encontrado, a Perícia Oficial, por meio do Instituto de Criminalística (IC) esteve no local do crime e coletou vestígios do crime, que foi uma etapa importante para a continuidade das investigações.

 

“A Perícia também realizou a necropsia no corpo da vítima, que estipulou a causa mortis e constatou prova inequívoca de violência sexual. Foi realizada também a coleta de material biológico para que fosse confrontado com o do suspeito”, explicou o perito geral oficial Manoel Melo.

 

Paralelo a este trabalho, a Polícia Militar, por meio do 8º Batalhão, recebeu uma denúncia anônima de que um adolescente parente da vítima teria sido visto passeando com ela de bicicleta próximo a um canavial onde ambos moravam no dia em que a jovem desapareceu. Segundo o comandante do 8º BPM, Major Jatobá, o serviço de Inteligência levantou algumas informações dando conta de que o adolescente já se envolveu em um caso de abuso contra outra adolescente. 

 

Os militares realizaram uma operação, dias depois do crime, na residência do suspeito e apreenderam duas armas de fogo. Ele foi encaminhado para a Central de Flagrantes, em Maceió, onde foi autuado por porte ilegal de arma de fogo. Por ser apontado como suspeito do crime, peritos do Instituto de Criminalística realizaram coleta de material genético dele para ser confrontado com o da jovem Ingrid Raíssa.

 

O delegado Ronilson Medeiros, coordenador da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) explicou que a polícia trabalhou com três linhas de investigação, nas quais foi possível chegar à definição da autoria do caso. As investigações tiveram apoio da Gerência de Polícia da Região 1 (GPJ 1), comandada pelo delegado Valter Nascimento.

 

O adolescente é cunhado da vítima e no dia do desaparecimento tinha saído com Raissa pela manhã, e, à tarde, chegou em casa sujo de lama e com uma camisa que não era dele. O jovem se entregou à Polícia Civil nesta segunda-feira (12) e confessou ser o autor do crime. 

 

Em depoimento, o menor relatou que Ingrid o teria chamado para comprar alimento para seu pássaro. Como não encontraram no estabelecimento comercial, ela teria sugerido que fossem pegar no canavial. Nesse trajeto, a vítima teria proposto relação sexual com ele, o que foi recusado por ele. O jovem disse ter ficado com medo de a menina falar para as pessoas que foi vítima de violência sexual e a agrediu.

 

"Ele disse que numa ânsia de fúria pegou a criança pelo pescoço e a empurrou, ao cair a criança bateu a cabeça na pedra", disse o delegado Ronilson Medeiros. O menino foi encaminhado para a Unidade de Internação de Menores (UIM).

 

As investigações estão em fase de conclusão e aguardam ainda o resultado do exame de DNA, realizado graças à coleta de material biológico na vítima e no autor, que vai atestar de forma robusta a autoria do crime.

 

O secretário da Segurança Pública, Alfredo Gaspar de Mendonça, parabenizou as forças de segurança envolvidas em mais um trabalho de investigação. Ele destacou a importância das ações integradas, que possibilitaram que a investigação atuasse de forma técnica e rápida.

 

“Mais uma vez as nossas polícias e a Perícia Oficial atuaram de forma conjunta e deram a resposta necessária à sociedade alagoana. É com trabalho técnico que estamos conseguindo resultados cada vez mais satisfatórios”, afirmou.

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